domingo, 7 de junho de 2009


Gorda, eu?


Desde de pequena sempre fui chamada de a balofa, a gordinha, baleia assassina, barril gigante e outros apelidinhos que uma criança "fofinha" como eu jamais deveria ser chamada. Me tornei uma criança completamente complexa e com medo de sair de casa, medo do que as pessoas pensavam de mim e o que elas falavam sobre minhas "gordurinhas" que já começavam a sair pela barra da calsa. eu sempre procurava usar roupas mais largas pra disfarçar os grandes pneus que me apareciam. Cada vez que me olhava no espelho, me achava parecida com um elefante, na verdade me achava até mais gorda.
Com o passar do tempo, quando já era adolescente, lá pelos meus 14 anos, me apaixonei por um garoto da minha classe, lindo como ele só; olhos verdes, cabelos ondulados, sorriso cativante, simplesmente lindo. Mas ele não queria me namora. Quando soube que eu estava afim dele, me chamou num canto e disse que jamais namoraria a prima do Free Willy. Me senti tão sozinha e triste que comecei a não comer mais, apenas tomava água e comia muita alface, mas sempre vomitava logo após comer, pois achava que mesmo assim nunca ia ficar magrinha. A verdade é que eu queria impressionar o garoto. Quando percebi eu já estava um palito ambulante, magrinha, sequinha, só em pele e osso.
Infelizmente, Júlio não ficou comigo. Nem eu com ele. Não tivemos tempo de namorar, pois fiquei doente com anorexia e bulimia. A dois anos tento me curar, mas não consigo, cada dia mais eu fico mais magra e feia. Hoje percebo que pra andar na moda, magrinha, eu destrui minha vida, talvez nem consiga sobreviver, talvez minha vida não passe dessa noite, o que apenas desejo é ficar melhor e poder engordar uns quilinhos e saber que morrerei de velhice e não pela vontade de ser magra.

Um comentário:

  1. BAAAAAAALEIA, SAI DE PERTO DE MIM PRIMA DO FREE WILLY /taparei
    esse texto fico muito irado.

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