
domingo, 21 de junho de 2009
Amar, amor!

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Alguém...

terça-feira, 16 de junho de 2009
Papo de loiras!!

terça-feira, 9 de junho de 2009
Solidão

Naquele dia eu não estava muito bem, caminhava pela rua, numa linda manhã de domingo, via as pessoas se abraçando e conversando uma com as outras e eu ali sozinha, solitária, vestindo um justo vestido preto e uma bota da mesma cor, sentindo um vazio e uma dor enorme que me corroía por dentro, que matava meu coração aos poucos. Minha alma cheia de magoas e tristezas, eu já não conseguia mais pensar direito, minha mente já não calculava mais o que eu fazia.
Me sentei a beira de um lago de águas cristalinas, vi muitos peixes que ali nadavam felizes, todos nas cores laranjas com tons prateados, mais com uma beleza exuberante. De repente meus olhos foram puxados, como por uma força de outro mundo para o meu lado direito, onde havia um casal de jovens abraçados, sorridentes. Foi ai que minha tristeza aumentou, a solidão crescia cada vez mais dentro de mim. Meus olhos começaram a lacrimejar, mas não, eu não podia chorar, não aqui. Preferia meu quarto, minha casa, onde poderia chorar as muitas lágrimas que queriam rolar pelo meu rosto magro e já sofrido pela dor. Eu sabia que lá poderia ver minhas lembranças perdidas, com saudade e solidão, poderia ver meu quarto solitário, metido na escuridão na qual eu sempre o deixava, para sentir essa falta enorme e ver aquela parte da cama vazia.
Eu ainda podia sentir aquele cheiro de perfume de cravo e canela no sofá da sala e também via os fios de cabelos escuros que estavam no chão do banheiro, dos quais eu não me desfiz para poder pega-los quando sentir saudade. As roupas que estavam no armário ainda estão lá, não tenho coragem de me desfazer delas, afinal, elas ainda tem aquele cheirinho de roupa lavada. Mesmo que o passado não retorne e que a minha vida se despedace a cada dia que passa eu jamais deixarei das lembranças, pois são elas que ainda me mantém viva.
Desde que você se foi, meu amor, meus dias são mais escuros, as estrelasjá nem brilham mais, a lua perdeu sua forma e eu não sou mais a mesma. Sinto vontade de morrer e ir contigo, mas quando passo a mão pela minha barriga essa vontade se vai, pois o que guardo dentro de mim é um pedaço de você. Esse é o presente que você me deixou antes de partir, para que quando eu me sentisse sozinha soubesse que ainda tenho um pouco de você comigo, no qual darei seu nome em sua homenagem.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Lembranças

domingo, 7 de junho de 2009

Gorda, eu?
Desde de pequena sempre fui chamada de a balofa, a gordinha, baleia assassina, barril gigante e outros apelidinhos que uma criança "fofinha" como eu jamais deveria ser chamada. Me tornei uma criança completamente complexa e com medo de sair de casa, medo do que as pessoas pensavam de mim e o que elas falavam sobre minhas "gordurinhas" que já começavam a sair pela barra da calsa. eu sempre procurava usar roupas mais largas pra disfarçar os grandes pneus que me apareciam. Cada vez que me olhava no espelho, me achava parecida com um elefante, na verdade me achava até mais gorda.
Com o passar do tempo, quando já era adolescente, lá pelos meus 14 anos, me apaixonei por um garoto da minha classe, lindo como ele só; olhos verdes, cabelos ondulados, sorriso cativante, simplesmente lindo. Mas ele não queria me namora. Quando soube que eu estava afim dele, me chamou num canto e disse que jamais namoraria a prima do Free Willy. Me senti tão sozinha e triste que comecei a não comer mais, apenas tomava água e comia muita alface, mas sempre vomitava logo após comer, pois achava que mesmo assim nunca ia ficar magrinha. A verdade é que eu queria impressionar o garoto. Quando percebi eu já estava um palito ambulante, magrinha, sequinha, só em pele e osso.
Infelizmente, Júlio não ficou comigo. Nem eu com ele. Não tivemos tempo de namorar, pois fiquei doente com anorexia e bulimia. A dois anos tento me curar, mas não consigo, cada dia mais eu fico mais magra e feia. Hoje percebo que pra andar na moda, magrinha, eu destrui minha vida, talvez nem consiga sobreviver, talvez minha vida não passe dessa noite, o que apenas desejo é ficar melhor e poder engordar uns quilinhos e saber que morrerei de velhice e não pela vontade de ser magra.
